Evden eve nakliyat platformu istanbul izmir ankara ve civarinda nakliye firmalari icin dogru yerdesiniz. Firmalarin listesi icin lutfen ziyaret ediniz. erzurum evden eve nakliyat

A História da Cerveja

A história da elaboração de cerveja tem pelo menos 6000 anos de existência. Os sumérios, o mais antigo povo civilizado, no século IV AC alegravam-se com a cerveja, assim como, mais tarde, também os egípcios, os gregos, os romanos e os germanos.

A cerveja é tão antiga quanto o pão. Quando o Homem aprendeu a moer os cereais e com eles preparar o pão, o caminho que levava ao pão líquido não estava muito longe. Nessa época, os sumérios faziam uma massa consistente com os grãos moídos que, após o cozimento, era consumida como pão. Essa massa, quando deixada ao tempo, umedecia e fermentava, tornando-se uma espécie de “pão líquido”, uma bebida alcoólica por eles consumida. Essa beberagem guarda uma semelhança, ainda que distante, com a atual cerveja e consta que era muito apreciada. Numerosas escavações realizadas entre os rios Tigre e Eufrates informam, pela primeira vez, que a cerveja era uma bebida vastamente difundida. Essas informações nos chegaram através de registros cuneiformes que revelam, não apenas acontecimentos extraordinários, como também usos e costumes dos povos da Antiguidade, entre eles os hábitos alimentares.

Sabe-se dos Sumérios, que os mesmos já contabilizavam, com precisão, qual a quantidade de cereais estocados nos armazéns estatais e quanto era enviado para a cervejaria.

Um provérbio da Babilônia dizia: “Coma o pão, pois este pertence à vida, beba a cerveja, como um costume de vida”. Os babilônios já fabricavam 20 tipos de cervejas diferentes, e destes, 8 eram feitos somente de cevada. Existia uma classificação de tipos e de qualidade: Dünnbier (cerveja leve), Weissbier (cerveja feita com parte de trigo malteado), Schwarzbier (cerveja escura), rotes Bier (cerveja de cor cobre avermelhada), Prima – Bier (cerveja premium). A distribuição de Lagerbier (cerveja de maturação prolongada) estendia-se até o Egito, sendo uma fonte adicional de divisas.

Nos recipientes, formavam-se sedimentos, pois a cerveja bruta não era filtrada. Para evitar o consumo desses sedimentos, os babilônios usavam “canudos” para beber.

A venda de cerveja, a visitação às tavernas, o preço máximo da cerveja, bem como o volume a ser produzido para cada camada da população, eram regulamentados por lei.

Obedecia-se ao seguinte princípio básico: quanto mais elevado o cargo, tanto maior a responsabilidade e a necessidade do consumo de cerveja. As mulheres egípcias usavam a cerveja, na Antigüidade, como produto de beleza. Está registrado que elas usavam a espuma da cerveja para o rejuvenescimento do rosto.

Enquanto os egípcios e os babilônios foram notáveis consumidores de cerveja, os gregos, judeus e romanos eram, principalmente, consumidores de vinho.

O primeiro “correspondente estrangeiro” do Império Romano, Cornélio Tácito, informava que os antepassados dos alemães, os germanos, seguravam com suas mãos robustas enormes chifres contendo cerveja, sentavam-se em peles de urso e bebiam.

Para alcançar um efeito estimulante maior, adicionavam frequentemente mel de abelhas selvagens à bebida.

O mais antigo documento sobre produção de cerveja em solo alemão é de 800 anos A.C. A partir do início da Idade Média, os conventos assumiram a fabricação de cerveja. Eles foram, decididamente, muito importantes para o desenvolvimento do fabrico da cerveja. Particularmente, os monges tornaram popular o uso de lúpulo como fator de amargor do mosto da cerveja.

Os conventos mais antigos que iniciaram a produção de cerveja foram os de St. Gallen, na Suíça, Weihenstephan em Freising e St. Emmeran em Regensburg; esses dois últimos, na Alemanha.

No tempo da Quaresma, a alimentação dos monges era muito reduzida; por isso, recebiam, como complemento, a cerveja- uma bebida nutritiva e de agradável paladar.

Existem informes surpreendentes sobre o consumo de cerveja nos conventos, como de 5 Mass (Mass = 1 litro) por pessoa, diariamente.

Os Beneditinos de Weihenstephan foram os primeiros a receber, oficialmente, a autorização profissional para a fabricação e venda de cerveja. Com isso, Weihenstephan é a indústria cervejeira mais antiga do mundo: ano de 1040. Hoje, Weihenstephan é principalmente conhecida como o centro de ensino da tecnologia de cervejaria da Universidade Técnica de Munique. Outras instituições para formação tecnológica de cerveja, são:

  • Doemens – Akademie, em Munique – Gräfelfing;
  • Universidade Técnica de Berlim (VLB);
  • Escola de Técnicos Cervejeiros em Ulm, na Alemanha e
  • Universidade Católica de Louvain, na Bélgica.

Na Espanha, Dinamarca e nos Estados Unidos, existem também outras escolas para formação de cervejeiros. Sobre a história da cerveja, ainda é interessante saber:

O santo protetor dos cervejeiros chama-se “Gambrinus” (Rei de Flandres, Holanda, Sec. XII).

Ao que tudo indica, foi da palavra latina “bibere” que se originou, em vários idiomas, os termos usados para designar esta bebida, obtida através da fermentação de cereais.

Por meio de transformações semânticas, passou-se de “bibere” para “bier” e para “bior”. Em latim “bibere” significa “beber”. O termo do latim clássico para designar a cerveja é cervisia ou cerevisia. Dessa raiz, derivam as palavras “cerveja” (português) e “cerveza” (espanhol). Acredita-se que cerevisia procede de Ceres, que na mitologia latina era a deusa da agricultura.

A denominação “Brauen” (fabricar) origina-se de uma antiga palavra germânica para panificar (Brodeln) e tem como base o processo de fermentação. A palavra “Bier (cerveja)” tem a mesma origem etimológica que “Brot (pão)” e, com isto, o desenvolvimento da elaboração de cerveja e pão são sempre paralelos.

As denominações que a cerveja recebe em várias partes do mundo são: Bier (alemão), beer (inglês), zito (grego), piva (russo), pivo (tcheco), öl (sueco, dinamarques), biru (japonês), birra (italiano), bière (francês).

Na Antigüidade, usava-se para a elaboração de cerveja toda espécie de ingredientes tais como: folhas de pinheiros, ervas em geral, cerejas silvestres, com resultados, por vezes, fatais. Para então regularizar o processo de fabricação da cerveja, o Duque Guilherme IV da Baviera (Alemanha) decretou, em 1516, a Lei de Pureza (Reinheitsgebot). Essa lei é a mais antiga e mais conhecida do mundo, sobre a manipulação de alimentos (legislação de produtos alimentares). Determina os ingredientes que podem ser usados para a produção da cerveja, tais como:

  • Cevada
  • Lúpulo
  • Água

A levedura de cerveja ainda não era conhecida e só mais tarde foi incluída nesta lei.

Enquanto, na Antigüidade, o que caracterizava o processo de fabricação de cerveja era a experiência e a tradição, a partir do século XVIII, o fabrico da cerveja é determinado pela ciência e pela técnica. Três nomes estão especialmente associados ao progresso no fabrico de cerveja:

  1. a) Luis Pasteur:

Esse nome é, acima de tudo, conhecido através da palavra “pasteurização”, um método de conservação de alimentos a partir do aquecimento. Até aquele momento, o processo de fermentação não podia ser explicado nem controlado.

Primeiramente, Pasteur descobriu a participação de microorganismos durante a fermentação e demonstrou que a deterioração do mosto era provocada pelo desenvolvimento de organismos microscópicos – que podiam estar no ar, na água ou nos aparelhos usados na fabricação – estranhos à natureza do processo de fermentação. Graças a esse princípio fundamental da microbiologia, tornaram-se limpeza e higiene os mais altos mandamentos da cervejaria. Com isso, a questão se a cerveja “ficou no ponto certo” ou “muito ácida”, não é mais fruto do acaso.

  1. b) Emil Christian Hansen:

O dinamarquês Emil Christian Hansen descobriu, em razão do desenvolvimento do microscópio, que não existiam apenas leveduras de alta fermentação, mas também leveduras de baixa fermentação. Também descobriu que entre essas espécies, existem outras inúmeras cepas com diferentes características. Ele foi o primeiro a conseguir isolar uma célula de levedura de cerveja – isso aconteceu em 1881 – e obteve a multiplicação sob cultura pura, isto é, todas as células de levedura têm absolutamente características iguais, pois são originárias de uma mesma célula. Como a levedura influencia fundamentalmente o sabor, essa descoberta possibilitou, especialmente, que se produzisse cerveja com o mesmo sabor e qualidade.

Nota:    O dinamarquês Hansen desenvolveu em1881 a cultura pura de levedura.

    1.  c) Carl von Linde:

Desenvolveu a teoria da geração de frio artificial e fez experiências a partir de 1873, na cervejaria Gabriel Seldmayr, em Munique (hoje: Cervejaria Spaten), com sua Máquina Frigorífica à base de amônia, usando o método de compressão. Com isso, “o local de nascimento” do refrigerador é, precisamente, uma cervejaria.

Com esse desenvolvimento, foi possível, também no verão, realizar o método de baixa fermentação. Pois até então era preciso, durante o inverno, retirar quantidades gigantescas de gelo de um pequeno lago e armazená-las na parte frontal da adega.

As temperaturas durante a baixa fermentação deveriam ficar entre + 5 e + 10ºC(até + 12ºC). Na alta fermentação, entretanto, a temperatura pode ser mais elevada. Depois da introdução das máquinas frigoríficas, a cerveja de alta fermentação foi substituída quase que completamente pela de baixa fermentação. Nos últimos anos, tornou a aumentar fortemente, na Alemanha, a produção de cerveja de alta fermentação, à base de trigo, tipo Weizenbier.

  1. d) Para o desenvolvimento da tecnologia cervejeira, contribuíram também os Agrônomos, que passaram a cultivar, especial e adequadamente, variedades de cevada e lúpulo.
  1. e) Também não se pode deixar de mencionar a utilização da caldeira geradora de vapor. Com sua adaptação às cervejarias, as mesmas obtiveram grandes vantagens com o aproveitamento de carga térmica do vapor, como por exemplo:
  • Na cocção do mosto;
  • Na esterilização de tubulações e equipamentos.

 

Você talvez deva gostar de

Deixe um comentário